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  • Foto do escritorMax Mustrangi

O que são DIVIDENDOS e como ganhar dinheiro com eles ...

Os dividendos representam a parcela de lucro de uma empresa paga aos seus acionistas. Entenda como conquistar uma renda extra com proventos




Os dividendos são a parcela do lucro da empresa que é distribuída aos acionistas. Dependem do desempenho do negócio, da geração de caixa, dos ganhos e da estratégia da companhia. São fonte de renda para o investidor, mesmo que as ações desvalorizem, e não pagam Imposto de Renda.


“A vantagem mais clara da estratégia de dividendos é que eles proporcionam um fluxo de renda ao investidor”, comenta Ivens Gasparotto, head de Análise da Suno Research. Sim, investir em empresas que pagam dividendos é uma estratégia de operação na Bolsa.


Muita gente monta carteiras norteadas por este critério. “As ações que distribuem mais dividendos tendem a oscilar menos e a desempenhar melhor no longo prazo”, observa Gasparotto. Ou seja, o investidor pode se beneficiar em duas frentes: dos proventos e da valorização dos papéis.


Empresas que pagam bons dividendos geralmente são consolidadas, têm domínio sobre seu mercado, grande geração de caixa e não precisam reinvestir muitos lucros para financiar seu crescimento, sobrando espaço para a distribuição de proventos.


“Uma carteira de dividendos é também defensiva”, afirma Gasparotto. Isto porque empresas que pagam regularmente atuam geralmente em setores que estão na base da economia, cuja demanda é constante e os investimentos para entrar são enormes. Concessionárias de serviços públicos, como energia e saneamento, são sempre citadas como boas pagadoras. Além disso, os proventos compensam eventual queda na cotação das ações da companhia.


Existem outros investimentos que pagam dividendos, além das ações. O InfoMoney preparou um guia que mostra o funcionamento deste mecanismo e como ganhar com ele.


O que são dividendos?


Os dividendos são a parcela do lucro líquido que uma empresa de capital aberto ou fechado distribui para seus acionistas. São chamados também de dividendos os rendimentos distribuídos periodicamente pelos fundos imobiliários aos seus cotistas.


“Dividendo é uma forma de remuneração que as empresas fazem aos seus acionistas de tempos em tempos”, explica Guilherme Dultra, diretor de Finanças Pessoais da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).


“Os fundos imobiliários são pessoas jurídicas que também têm lucro e distribuem dividendos”, acrescenta o vice-coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, Ricardo Rochman. Tanto ações de companhias de capital aberto quanto cotas de fundos imobiliários são negociadas na B3, a Bolsa brasileira.


Dividendos são um dos tipos de proventos distribuídos por empresas. Outros são juros sobre capital próprio, bonificações e direitos de subscrição.


Os dividendos que o investidor recebe são proporcionais ao número de ações ou cotas que ele tem. Quanto maior o volume, maior o valor recebido.


Quais investimentos pagam dividendos?


Investimentos em ações de empresas e em cotas de fundos imobiliários. Alguns fundos de investimentos em ações também pagam dividendos aos seus cotistas, pois recebem proventos das companhias em que têm participação. “Mas isso não é comum no Brasil, embora a possibilidade exista. Geralmente os fundos reinvestem os dividendos”, observa Rochman.


Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) também podem pagar dividendos. Trata-se de recibos negociados na B3 que representam ações ou outros papéis listados em bolsas estrangeiras. Se o investidor brasileiro tem BDRs de uma empresa estrangeira que paga proventos, ele irá receber.


Quais ações pagam dividendos?


Via de regra, todas as empresas listadas na bolsa são obrigadas a pagar dividendos a cada ano fiscal, se houver lucro. Segundo a Lei 6.404/76, a Lei das S/A (sociedades por ações), o acionista tem direito a receber em cada exercício a parcela de lucros estabelecida no estatuto da companhia.


O dividendo mínimo obrigatório é definido no estatuto das empresas, que são livres para determinar o porcentual do lucro líquido que será distribuído. Em tese, pode variar de 1% a 100%.


No entanto, se o estatuto for omisso sobre o percentual, a norma estabelece o pagamento de 50% do lucro líquido anual ajustado, ou seja, deduzido de reservas previstas na própria lei.


Quando o estatuto for omisso e assembleia geral de acionistas decidir alterá-lo para introduzir um porcentual, este não poderá ser inferior a 25% do lucro líquido ajustado.


Cabe à assembleia geral ordinária deliberar sobre a destinação do lucro líquido e a distribuição de dividendos. É possível que a administração avalie que o pagamento de dividendos obrigatórios é incompatível com a situação financeira da empresa, caso em que os proventos podem ser reduzidos ou não distribuídos.


Nesse caso, os recursos vão para uma reserva especial. Se esse dinheiro não for usado para cobrir prejuízos nos exercícios seguintes, deve ser distribuído ente os acionistas assim que a situação da empresa permitir.


“A assembleia pode votar por não distribuir dividendos também para a empresa reinvestir o lucro num grande projeto”, comenta Rochman. Ou seja, a companhia tem a possibilidade de usar os recursos para crescer. É por isso que, grosso modo, as empresas que costumam pagar mais dividendos são aquelas já consolidadas, com ampla presença em seus mercados e sem muita necessidade de expansão.


“De modo geral, as ações que pagam os maiores dividendos são de empresas estáveis e sólidas, com um histórico de lucros consistente, que buscam atrair mais acionistas com essa vantagem”, destaca Dultra.


Os dividendos são um incentivo para a atração de investidores, pois representam uma possibilidade de ganho mesmo se as ações da companhia desvalorizarem, e muitos analistas dizem que os papéis de boas pagadoras de proventos tendem a valorizar no longo prazo.


Isso não quer dizer que empresas em crescimento não paguem dividendos. Geralmente, estas companhias são procuradas por investidores de olho em seu potencial de expansão – e de valorização das ações. Mas elas podem pagar proventos por motivos pontuais, como a venda de um ativo, ou conseguem aliar distribuição de parte dos lucros com reinvestimento de outra parte.


Vale lembrar que tanto ações como cotas de fundos imobiliários são negociadas em Bolsa, então o investidor tem a possibilidade de ganhar tanto com dividendos como com a eventual alta dos papéis.


Como calcular dividendos


Os dividendos são uma parte do lucro líquido da empresa definida em estatuto, ou fixada em lei ou determinada pela assembleia de acionistas. Assim, o valor vai depender do tamanho do lucro. Se em determinado período a companhia não tem ganhos, não há o que distribuir.


Cada acionista recebe um valor proporcional ao tipo de ação (preferencial ou ordinária) e à quantidade que detém. Neste sentido, os dividendos são representados por um determinado valor por ação. Se o investidor tiver 300 ações de uma empresa que paga R$ 3,00 por ação, ele irá receber R$ 900 em dividendos (300 x 3 = 900).


Da mesma forma, nos fundos imobiliários, o investidor tem direito a um valor proporcional por cota. A diferença é que a Lei 8.668/93, que rege estes FIIs, estabelece as distribuição de, no mínimo, 95% dos lucros semestrais.


Segundo a norma, o resultado deve ser apurado “segundo o regime de caixa”, mas recentemente a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu que os fundos imobiliários só podem distribuir dividendos se tiverem lucro contábil. O caso diz respeito especificamente ao fundo Maxi Renda (MXRF11) e foi temporariamente suspenso pela própria CVM. O setor, no entanto, teme que a decisão – se for confirmada – venha a afetar os demais fundos.


O que é dividend yield?


Dividend yield (DY) é um termo em inglês que, em tradução livre, significa “rendimentos de dividendos”. É um indicador que mede a taxa de retorno de uma ação na forma de dividendos, e é utilizado para verificar se o provento é atrativo ou não em relação ao preço do papel. Trata-se de uma das métricas usadas para avaliar se uma empresa é interessante ou não para estratégias de dividendos.


O DY é expresso como uma porcentagem do preço da ação. O cálculo é feito pela divisão do valor nominal do dividendo por ação pelo preço no papel no período relativo ao pagamento do provento. O resultado é multiplicado por 100 para se chegar a uma taxa percentual.


Por exemplo: uma empresa anuncia que irá distribuir dividendos de R$ 2,00 por ação, e o valor do papel está em R$ 40,00. Então, 2/40 = 0,05. E 0,05 x 100 = 5%. O DY dessa ação, portanto, será de 5%. Quanto maior for o DY, maior o retorno do papel com dividendos.


“Não há um percentual ideal, mas quanto maior, melhor”, declara Rochman. Não é raro que o DY seja comparado com a taxa básica de juros, a Selic, como um parâmetro.


A mesma métrica é usada para mensurar a taxa de retorno de fundos imobiliários com dividendos, em relação ao valor das cotas.


Incide Imposto de Renda sobre dividendos? É necessário declará-los?


Não incidem impostos sobre os dividendos recebidos de companhias. “Isso porque a distribuição é feita em cima do lucro líquido, ou seja, depois que os impostos já foram recolhidos pela empresa”, observa Dultra.


No entanto, é necessário incluí-los na declaração anual de Imposto de Renda. No programa da Receita Federal, o local para anotar a informação é a ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, no campo “09 – Lucros e dividendos recebidos”.

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